Um dia, Deus, o Todo Poderoso, o Pai de Jesus, decidiu dar um basta. Era hora do juízo. Jesus fizera uma afirmação enfática (“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” – Mt 24.15) e ele iria cumpri-la. Antes do juízo, haveria um grande avivamento, com seu povo proclamando ao mundo a salvação em Jesus. A obra missionária teria um avanço como nunca, em toda a história. Ele não tinha preferência por nenhuma denominação, pois aceitava a todas, mas achou que uma, bem estruturada, com séculos de existência, e com igrejas em todos os países do mundo, poderia ser a ponta de lança do movimento. No passado, ela tivera grandes evangelistas e missionários.
Ele enviou seus anjos a diversos segmentos desta denominação. Eles ficaram alvoroçados. Pregar o evangelho era algo que eles mesmos quiseram fazer e Deus não deixara, confiando a tarefa à igreja (1Pe 1.12). Eles deveriam ir a vários líderes desta denominação e lhes dizer o que Deus iria fazer e o que esperava deles. Que alarido! Por fim, as coisas iriam se ajeitar. Chegara a hora!
Um grupo de anjos foi enviado a uma reunião de professores de seminários. Como pessoas que preparam pastores e pregadores, eles deveriam incutir no coração de seus alunos um profundo amor pela evangelização, paixão pelas almas perdidas, enfatizar a preparação de mensagens evangelísticas, e firmar a igreja na Palavra para ela dar um testemunho sério. Os seminários eram postos chaves.
Foi um choque. Os teólogos discutiam o alinhamento com uma ideologia política. Depois, finanças. Depois, técnicas de ensino. Depois, comentários sobre como seus seminários eram bons e como eles tinham dúvidas sobre os outros, sem o peso intelectual e acadêmico que eles tinham. Os anjos os procuraram, assim mesmo, e lhes expuseram o plano de Deus. Os líderes ficaram atônitos, sem saber o que dizer. Por fim, um deles explicou aos anjos que eles estavam defasados. Não haveria um juízo final. A graça salvara todos os homens. A obra de Jesus tinha um alcance que o céu não imaginava. Não havia uma coisa como “salvação”. A igreja não tinha que se preocupar com isto, mas em ser amiga, mais humana, mais próxima dos homens. Um dos anjos perguntou como as pessoas sem Cristo seriam salvas, se não pela cruz de Jesus. Um teólogo respondeu que era difícil sustentar o exclusivismo, a idéia de que só Jesus salva. Isto era coisa de Cipriano. Numa época de luzes, de bondade disseminada, de educação mais refinada, como sustentar que Deus iria “assar pessoas por toda a eternidade” só por não serem da igreja?
Os anjos já tinham ficado desconfiados ouvindo as palestras. Viram sistemas educacionais humanos serem apresentados como padrão para os seminários. Era pedagogia da libertação, pedagogia humanista, pedagogia iluminista e muitos pensadores perdidos mostrados como modelos. Um anjo até perguntara a outro: “Ué, por que não seguem a pedagogia de Paulo? É tão simples: ‘e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros’ – 2Tm 2.2)”. Mas como não foram treinados com a habilidade verbal dos teólogos, ficaram sem ter o que dizer.
Um anjo tentou argumentar, dizendo que não era isto que a Bíblia dizia. Os teólogos riram e um disse que a Bíblia expressava uma visão culturalmente limitada de escritores rudes, e que critérios hermenêuticos e pesquisas de crítica textual hoje mostravam o que eles deveriam ter dito. Aflito, um anjo jogou a última cartada. “Mas não foi isto que Deus previu!”. Os teólogos voltaram a rir. Um deles orientou o anjo a procurar as obras de Pinnock. Deus não era onisciente, estava aprendendo com os homens, e não existe algo como o futuro. Logo, o que Deus previra não aconteceria, pois o futuro está aberto. E perguntou ao anjo: “Você não conhece o teísmo aberto?”. O anjo perguntou que teologia ele sustentava, e o teólogo respondeu que era um “teólogo pós-cristão”. Anjos não costumam desmaiar, mas este quase o fez.
Os anjos desistiram de argumentar e se foram. Quando saíam, um dos mestres disse a outro: “Anjos coisa nenhuma! Esses aí se esqueceram de tomar o remédio hoje!”
Outro grupo de anjos foi a uma reunião de pastores. Era um ótimo lugar. Os pastores discutiram o novo regimento, depois liturgia e depois ordenação feminina. Nada sobre o avanço do reino. Os anjos esperaram pacientemente, e procuraram os líderes e expuseram o recado de Deus. Os pastores disseram que isto não estava em pauta. O “chefão”, por exemplo, disse que estava preocupado com uma mega-igreja e não se aliaria a colegas que tinham uma visão diferente, muito pequena. Eles até o haviam criticado. Outro disse que quando Deus o chamara pusera um sonho no seu coração: ele seria um dos “grandões”, escreveria seu nome na história da denominação. Como levaria sua igreja a sustentar um monte de pastores e missionários sem expressão em lugares insignificantes, que não davam retorno de grandes multidões? Como ter uma igreja grande assim? Um terceiro disse que chamar as pessoas de pecadoras e dizer que elas precisam se arrepender e crer era pouco produtivo. Ele fizera pesquisa no seu bairro, descobrira o que as pessoas queriam e lhes oferecia um ambiente amigo. Criara um ambiente de descontração, de liberação de energias, de camaradagem, e evangelizar era algo polêmico. O quarto disse que a prioridade era o novo sistema de som e o novo uniforme para a equipe de coreografia, além de construir uma quadra de esportes para chamar a rapaziada do bairro. Missões lá no fim do mundo? Não fazia sentido! Sua igreja nada ganharia com isto.
Boquiabertos (anjo tem boca) os anjos se retiraram. Ainda ouviram um pastor dizer: “Cada uma que aparece!”.
O grupo que foi a uma assembléia convencional se assustou com as discussões e notou que os pastores não procediam como exigiam que suas ovelhas procedessem nas assembléias das igrejas. Alguns eram grosseiros e violentos. Mas procuraram os pastores responsáveis e expuseram sua missão. Foram orientados a se inscreverem como mensageiros para terem direito a voz, pois não eram autoridades políticas a quem se franqueia a palavra. E então encaminhassem seu assunto à “Comissão de Assuntos Eventuais”. Outro pastor disse que tal nome estava errado. Deveria ser “Assuntos Especiais”. Os dois travaram longa discussão. Os anjos ficaram meio desnorteados, mas insistiram em que tinham uma mensagem de Deus e não podiam perder tempo com burocracia. Então lhes deram cinco minutos, após o programa de missões, já que o assunto deles era missões. Mas, findo o programa missionário, as pessoas se retiraram, conversando em voz alta, os adolescentes que entraram com bandeiras e trajes típicos fizeram muito barulho nos bastidores, os crentes que ficaram estavam se confraternizando e outros já estavam muito cansados. A mesa conversava entre si sobre a ordem do dia da próxima sessão, e a palavra dos anjos passou em branco.
Os anjos destinados a falarem com os músicos não tiveram melhor proveito. Depois que expuseram sua missão, ouviram como resposta que músicas sobre conversão, arrependimento e cruz não atraíam os não crentes. A linguagem tinha que ser amiga, descontraída. E que compor músicas falando sobre evangelizar, contribuir, fazer missões, não dava certo. A linguagem era adorar, contemplar, ser adorador (ser servo não dava ibope), mergulhar nos rios, subir acima dos querubins, entronizar. E ritmo que levasse a pensar e refletir sobre situação espiritual era sinal de fracasso. O negócio era um ritmo agitado para as pessoas se soltarem. Foi então que um dos anjos entendeu porque o fundo musical de um momento de oração silenciosa fora a bateria violentamente espancada. O anjo se admirara da capacidade dos humanos em se concentrarem e refletirem, e cultivarem momento de oração silenciosa com aquele barulho todo. Mas agora via que era outra coisa. Outro anjo compreendeu porque não falavam de Jesus, de cruz, de perdão. Eles queriam entretenimento e levar as pessoas a terem bons momentos.
Outros anjos foram enviados a pessoas. Um empresário disse que não sustentaria missionários. Como gastar seu dinheiro assim? Ele fora abençoado materialmente porque participara de um congresso onde aprendera a saquear as riquezas dos ímpios. Ganhara muito, é verdade, mas se comprometera com o ministério de um pastor da televisão que orara por ele e levara seu nome para uma fogueira santa em Israel. Já assumira compromisso. Outro disse que não gostava de árabes nem de africanos. Por que contribuir para evangelizá-los? Um terceiro não quis receber os anjos e disse à secretária: “Dízimo é coisa da Lei e é uma exploração dos pastores insistirem nisso, e agora vêm esses camaradas dizendo que são anjos e que devo investir em missões! Meu dinheirinho é sagrado! É meu! Cada pirado!”.
Desolados, os anjos voltaram para dar relatório a Deus. Mas este, que sonda as mentes e os corações, já sabia de tudo, mesmo com Pinnock e outros dizendo que não. Agradeceu aos anjos pelo esforço, e disse: “Tudo bem. Isto apenas prova que o tempo deles passou. Eles perderam o rumo”. Mestre em escolher coisas pequenas e sem valor, Deus decidiu usar um pequeno grupo, piedoso, que não recebia muita atenção dos luminares denominacionais e eclesiásticos, e que os intelectuais evangélicos ironizavam. Ele disse: “Usarei este povo”.
Aquela denominação perdeu sua grande oportunidade. O avivamento floresce em outros segmentos, ela olha para si mesmo, seus pastores continuam pensando em megas-igrejas e hiper-ministérios, não apóiam os outros nem investem na evangelização mundial. Deus vai usando outras pessoas. Quando o fim vier, ele acertará as contas.
por: Pr. Isaltino Gomes
por Nelson Bomilcar
O que poderia ser motivo de unidade, hoje nos afasta. O que poderia ser um caminho de aliança, hoje faz romper. O que poderia ser motivo de edificação, faz ruir. O que poderia ser caminho de testemunho, impede incrédulos de enxergarem e conhecerem o cerne do Evangelho! O que poderia exaltar a pessoa de Jesus, exalta pessoas, ministérios e “pequenos reinos”. A adoração confusa marca nossa época presente, refletindo a falta de ensino bíblico e gerando interpretações estranhas das Escrituras!
Algumas décadas atrás, a Igreja brasileira sofreu algumas divisões provocadas por entendimentos diferentes quanto à doutrina do Espírito Santo e à adoração. Na adoração e louvor, as divisões quase todas se deram por uma análise das “posturas externas”. Uns levantavam a mão, outros não; uns diziam aleluia, outros não; uns batiam palmas, outros não; uns dançavam, outros não; uns falavam em línguas, outros não; uns eram informais nos cultos públicos, outros não, etc.
Nossa adoração pública era influenciada por movimentos musicais, que refletiam situações específicas vividas por algumas pessoas ou algumas igrejas em seus países de origem. Recebemos heranças que – não há como negar – os missionários trouxeram para a Igreja brasileira, e muito foi absorvido sem questionamento ou sem análise aprofundada. Por exemplo, dizia-se que não se podia usar música popular nos cânticos e hinos, e não nos dávamos conta de que nossos hinários estavam repletos de músicas populares, acrescidas com letras de temática bíblica ou cristã.
Tivemos a influência de Ralph Carmichael, Otis Schillings, Salomão Ginsburg, Kurt Kaiser, Beverly Shea (das cruzadas de Billy Graham), do ministério Maranatha Music, das cantatas de Peterson, etc. Em seu pano de fundo, as canções refletiam momentos, com ênfases doutrinárias vividas pela Igreja na América do Norte. A Igreja brasileira, ainda sem uma identidade na adoração, simplesmente absorvia estes modelos e produções, muitas delas de excelente qualidade musical e teológica. Outras, nem tanto.
Fomos nos tornando mais rebuscados na adoração e em nossas manifestações artísticas, ao mesmo tempo em que se confundia adoração somente com música. A Igreja estava desmobilizada para a adoração pessoal e comunitária, vivia-se de apresentações musicais, onde as pessoas “assistiam” aos chamados “serviços de culto”. A tentação de copiar modelos era grande, assim como a busca por novidades era intensa e não tínhamos muitos mentores que pudessem ajudar a Igreja brasileira a crescer nesta compreensão da adoração.
É por isso que trabalhos como o do pr. João Souza Filho, Gottfriedson, Asaph Borba (na época na Seara Latina Evangelística), Jairinho e Paulo César (na época na Palavra da Vida), Vencedores por Cristo tornaram-se referenciais para muitos. E graças a Deus, bons referenciais. Fomos abençoados por todos eles.
A busca por modelos e novidades que vêm de fora continua como característica da Igreja brasileira nestes dias. Uma geração mais enfraquecida em sua compreensão bíblica, pois quase desapareceram os mestres e os pastores que pregam a Bíblia expositivamente, preocupados e cuidadosos em ensinar o que ela diz, considerando as línguas originais, contexto, regras básicas de interpretação bíblica, etc. Conseqüentemente, o povo está menos habilitado a discernir e a avaliar o que estamos ouvindo e vendo, fazendo o filtro fundamental de “reter o que é bom”.
Infelizmente, em nossa geração consumista, instantânea e internética, que cultua a “imagem” e “clama” por novidades o tempo todo (Ron Kenoly e Graham Kendrick já são vistos como ultrapassados, imaginem só!), não buscamos os caminhos de simplicidade na adoração, conforme Jesus ensinou. Ele que nunca se iludiu ou se iludirá com manifestações e aparências externas na forma de religiosidade (Isaías 1) ou de eventos megalomaníacos para a mídia.
O lugar esquecido da adoração continua sendo o coração do homem quebrantado, humilde e que reconhece a necessidade existencial e espiritual de conhecer, se entregar e andar com Cristo Jesus para de fato poder adorar a Deus (João 4:20-28). Enquanto isso, trabalhos musicais aportam numa velocidade incrível em nosso país, disseminando e despejando suas idéias e convicções sobre adoração – algumas bem pontuais, circunstanciais e baseadas na experiência ou revelações recebidas de uma ou duas pessoas.
Tenho participado de um número enorme de encontros, retiros e congressos, onde – em nome de “contribuir” para a visão da igreja brasileira – colocam-se pessoas de todas as tendências, estilos e pensamentos diferentes, para que, como num grande supermercado, escolhamos a linha ou a visão a seguir. A idéia é: “consuma o que desejar e for pertinente para a sua realidade”. Quase no slogan do comercial conhecido em nosso país por “experimenta, experimenta, experimenta”…..
Ao contrário de maturidade, abertura de mente e humildade, isto reflete nossa insegurança e imaturidade em não balizar caminhos saudáveis para a adoração por meio do que a Bíblia realmente ensina, isto é, numa exegese mínima aceitável.
Demonstra também uma grande fragilidade dos chamados líderes de adoração (termo que precisa também ser definido e explicado), que não ajudam as pessoas a discernirem o que é bíblico e pertinente para a adoração. Falta-nos coragem de dizer o que cremos ou pensamos de fato e alertar sobre enganos que temos visto.
Em nome de uma “unidade cosmética”, refletida em muitos palcos, ficamos em nossos cantos, vendo proliferar idéias e manifestações perigosas – algumas altamente manipulativas e humanizadas – e não colocamos a “cara para bater”, falando, exortando e alertando dos perigos que alienam as pessoas de uma adoração que deve estar presente na vida, no cotidiano, no dia-a-dia, no silêncio, nos relacionamentos, onde ninguém vê ou está olhando, sem rádio e TV .
Percebemos uma Igreja que é altamente desmobilizada, por exemplo, na prática da ação social e do ministério do socorro, adoração prática recomendada por Tiago (Tg 1.27). Onde estão as “reuniões poderosas de adoração” no serviço em favelas, hospitais, cuidando dos meninos e homens de rua, na evangelização e obra de missões, que transformam pessoas e realidades sociais? Onde está a adoração que abraça causas humanas e de justiça? Isto não passa nem de perto na compreensão de vários ministérios e líderes de adoração que caminham em nosso país.
Ouve-se sobre adoração profética, sem se definir o que significa adoração e o que se quer dizer com profético. Como se ouve tanta coisa sobre isto e de forma mal explicada, quase como um jargão, a confusão se instala. Usam-se de forma inadequada o termo profético e a palavra profecia.
O retorno ao louvor hebraico como pré-requisito na adoração “parece” o caminho mais seguro ou divino, mas é um engano; busca-se então, um modelo de louvor chamado extravagante (precisamos buscar as bases bíblicas sobre o que é isto), Outro caminho trilhado tem sido a chamada “adoração no e do ‘mover’” (quem conseguiu mapear a ação do Espírito que sopra onde quer, ninguém sabe de onde ele vem e nem para onde vai?). Outras ênfases sobre “posturas” do adorador têm sido veiculadas, quase como mudança de hábitos ou comportamento e não de transformação interna e pessoal, etc.
O Pai continua a procurar os que o adorem em espírito e em verdade. Como Igreja, precisamos sempre do ensino e da compreensão bíblica sobre adoração; o caminho está aberto para os mestres, os pastores e os que ministram louvor em nosso país e que têm seus ministérios reconhecidos. As pessoas estão olhando para estes referenciais e, portanto, temos que ser mais prudentes.
Esclarecer – e não confundir; ajudar as pessoas comuns a encontrarem e a adorarem a Jesus na singeleza e na simplicidade da vida, na meditação, na oração, na comunhão, na missão, na contemplação, e não em ritos mágicos, em oráculos e modelos decifrados por alguns especialistas e privilegiados dos “mistérios” da adoração.
Há uma grande responsabilidade sobre os que ensinam em ajudar a Igreja brasileira a entender, expressar e viver a adoração em todas as suas dimensões. A capacitação, sem dúvida, é do Espírito Santo. Temos boas influências que vêm de fora de nosso país. Cabe-nos orar, ouvir, discernir com sabedoria e mútuo conselho, e reter o que é bom, segundo a revelação da Palavra de Deus.
Fonte: Provoice
Arquivado em: Artigos

Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar, tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria. Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de guardar, e tempo de jogar fora. Tempo de rasgar, e tempo de coser, tempo de estar calado, e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz. – Eclesiastes ( 3: 1-8 )
Larga na frente quem consegue discernir o tempo que está vivendo. Tomo como exemplo quem está vivendo o tempo de ficar calado e confunde com o tempo de falar. Por melhor que fale não será ouvido/entendido/aceito – Pode até ser escutado, mais há uma grande diferença entre ser “ouvido” e “escutado”.
O tempo nos oferece a oportunidade do aprendizado. Saber esperar sem se acomodar é com certeza fruto de alguma outra experiência nossa que não foi bem sucedida, exatamente por faltar a sabedoria de não saber esperar o tempo certo – a ocasião propícia – o momento exato de agir – na medida certa.
Uma das dificuldades dos tempos em que vivemos é o de não se ter paciência. Gostamos de tudo muito rápido; na hora. – Vivemos o tempo do instantâneo. Não gostamos de esperar. Esperar incomoda, inquieta, impacienta, principalmente se estamos sofrendo algum tipo de pressão, injustiça, incompreensão. Se estamos sofrendo algum tipo de desgaste, queremos resolver logo, rapidamente. Nesses momentos quase sempre nos esquecemos das lições que o tempo já tentou nos ensinar, de que é preciso ter paciência, pois como diz o adágio popular: “não há mal que sempre dure”. O escritor de Eclesiastes diz que: “tudo tem o seu tempo ” e “que tudo passa” – Sábio é quem adquire a experiência com as lições do tempo.
Saber esperar não é se acomodar ás circunstâncias, – é antes aguardar o momento certo de agir. Talvez você já viveu ou está vivendo o tempo onde faz o melhor que pode, com maior motivação, mas não é reconhecido nem valorizado. Quem deveria ver e valorizar não vê e se vê não valoriza. As vezes, outro que não faz por merecer é visto, valorizado e colocado numa posição de destaque. Nesses momentos o impaciente se sente injustiçado – e, é. Porém, é tempo de continuar fazendo melhor ainda o que já vinha fazendo bem feito, pois esse é o tempo de doar-se – tempo de falar sem palavras – é tempo de estar calado – tempo de aprender com o tempo – tempo de ser curtido – tempo de carregar pedras. Há esses tempos! Mas calma, paciência! Vai Passar. Tudo passa!
O problema da natureza humana é obter este domínio. Ela não suporta esperar; principalmente se essa espera é na dor, por qualquer que seja a causa. Nestes tempos, os segundos parecem eternos. O tempo parece parar. Note, parece! A essa altura já podemos indagar. Qual é o seu tempo? É o de “saltar de alegria”?. Se é, curta-o alegremente intensamente, sem culpa, da melhor maneira possível. Se não é, aguarde um pouco mais, pois sua vez vai chegar. Enquanto isto, aprenda com o tempo, com a experiência, pacientemente, pois nada acontece por acaso, espere o sinal verde de Deus, pois como diz o filósofo o tempo não para.
Fonte: gospelmais.com.br

O homem que jamais venceu nasceu pobre, num país longíncuo chamado Siri Lanka. Seu nome? Ninguém o sabe, afinal somente os vencedores deixam seu nome cravado na história. Entretanto, por algum milagre, a história do homem que jamais venceu chegou até nós.
Logo cedo o homem que jamais venceu se converteu ao cristianismo graças ao trabalho de um missionário angolano que passava pelo seu país. Aprendeu a orar a Deus e mal o aprendeu passou a interceder pela sua família e amigos. Também pedia a Deus que curasse uma perna que era leprosa, a cura nunca veio. A sua lista de orações também incluiam vitórias e sucesso financeiro, que também nunca aconteceram.
E continuaram-se os infortúnios: seus pais foram mortos por um grupo extremista. Eles foram esquartejados, em represália pela sua conversão. Seus amigos o abandonaram quando souberam da notícia de que ele tinha virado crente. O homem que jamais venceu encontravasse mais só do que nunca, apegou-se a bíblia. E orou mais forte, com mais fervor.
Orava todos os dias, 3 vezes ao dia, era quase o sucessor do Davi bíblico em oração. Fazia também salmos, cânticos e poesias exaltando ao nome do Senhor, Deus, Rei dos Reis, Senhor dos Exercítos, Príncipe da Paz. E o homem que jamais venceu dizia todos os dias: Mas eu sei que meu Redentor vive!
E quando tudo parecia perdido, o homem que jamais venceu conheceu alguém especial, uma garota, segundo aquilo que ele havia pedido a Deus. E o mais impressionante: ela se apaixonou por ele! Finalmente, parece que a história do homem que jamais venceu iria mudar… ledo engano. Após 3 mêses de namoro, numa friar manhã de domingo quando o homem que jamais venceu passou na casa de sua namorada para a levar na escola bíblica dominical, do qual além dele, também participava o pastor local somente, veio algo chocante: tocou a campainha, e esperou … 1 minuto, 2 minutos, 3 minutos, e nada … resolveu entrar, afinal sua namorada nunca demorava a atender. A porta estava aberta, cenas terríveis. Sua namorada, uma linda jovem de 19 anos, fora assassinada, marcas de sangue pelo chão, ela havia sido brutalmente estuprada por um grupo de 5 extremistas que se identificavam como “budistas do oeste”. Eles deixaram um bilhete. “nós vamos matar você se você não abandonar a Cristo”
O coração do homem que jamais venceu ficou dilacerado. Sua família, seus amigos, sua perna, sua namorada. Tudo fora perdido? Tudo em nome do evangelho? O homem que jamais venceu orou. Pediu com todo fervor que Deus tivesse misericórdia de sua vida e que o poupasse de tanto sofrimento, ele já não aguentava mais. Orou mais. Em prantos chorava a dor da perda do amor de sua vida. Aquele era o dia em que a pediria em casamento.
Entretanto o homem que jamais venceu não se entregou. Orou. Não dormiu aquela noite, não havia velório, nem enterro, cristãos não têm esse direito naquele país. Não pôde conter as lagrimas, nem o sofrimento de ver sua amada exposta e morta no chão de sua casa. Orou. Três noites se passaram, e ele não dormiu e sempre as 3 horas da madrugada ele se levantava e orava. Pedia o seu milagre. Implorava a Deus por um milagre.
Deus ouviu sua oração. O homem que jamais venceu orava naquela madrugada, eram 3:03 marcava o relógio, e naquele exato momento ele orava pelos grupos extremistas que atuavam na região em que vivia, ele pedia a Deus que tivesse misericóridia da vida deles e que se convertessem ao evangelho e mudassem de vida. Quando arrombam a porta de sua casa.
3 homens encapusados o prendem pelos braços e o amarram na mesa de sua prórpia casa. Pés, mãos, e pescoço, todos devidamente amarrados. O homem que jamais venceu orava. E Deus o ouvia. O torturaram. 1 hora, duas horas, 5horas, foram machucando o já cansado corpo do homem que jamais venceu. Ele orava. Pedia o seu milagre, e ele estava próximo. Finalmente era chegada a ora do milagre do homem que jamais venceu. Um dos 3 extremistas pegou a sua arma e apontou na cabeça do homem que nunca venceu, já cansado de tanta tortura, e dissse: “Você nega Jesus agora ou você morre!”. O homem que jamais venceu orou. E disse: “I belong to Jesus!”. 1 tiro, 2 tiros, 3 tiros, foram 9 ao todo. Era chegado o fim do homem que já venceu.
Vitórias na vida nos padrões humanos? Zero. Milagres, cura e libertação? Zero. Sucesso financeiro? O homem que jamais venceu passava fome no Siri Lanka… Entretanto, de todas as coisas que pôde aprender do evangelho, ele lembrava de que aquele que quiser vir após Jesus pegue a sua cruz e o siga! E também não se esqueceu jamais de que no mundo ele poderia passar por aflições, mas nunca desanimou.
O homem que jamais venceu, por incrível que pareça, foi feliz! Jamais perdeu, jamais deixou de ser criança, jamais desistiu. Fiel ate o fim, o homem que jamais venceu nunca precisou vencer. Alguém fez isso por ele. Jesus venceu o mundo, na Cruz!
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Histórias como essa estão acontecendo agora no Siri Lanka! Ore por aquele país onde Cristãos que jamais vencerão (nos padrões humanos) vivem na presença de Deus e na condução do Evangelho da Paz, fiéis até o fim.
No dia 14 dia 21 de maio (uma quarta) estaremos colocando no ar a primeira edição do PodCastJA (nome provisório)! E também estaremos dando início a primeira PromoJA do blog. Deixe seu comentário neste post com o seguinte conteúdo:
Nome, Email, Sugestão de Nome para o PodCast e Tema para a primeira edição.
Os votos devem ser enviados também por comentário. O melhor Nome e Tema, a ser escolhido pelo ComunicaçãoJA, ganhará um CD Acústico DJ Alpiste, que será entregue no próximo CultoJA! Participe!
ComunicaçãoJA.
SUGESTÕES:
CastJA
JAPod
WordCastJa
O DIA EM QUE O DIABO MATOU O CÃO
Já notou como muitos crentes supervalorizam a ação do Diabo? Não que ele seja um inocente ou que não faça suas peripécias, mas o fato é que muitas pessoas dão crédito ao Diabo mesmo não sendo ele o autor da situação. Parece que eu estou variando, mas não. Vou explicar contando alguns episódios onde verifiquei o que estou afirmando.
Outro dia, certo líder, conversando com uma amiga, disse estar abalado, muito triste com a morte de seu cão. Uma história comovente, eu diria, tendo em vista a afeição do rapaz para com o cão. O esquisito foi quando ele revelou que a morte do canino era obra do inimigo tentando atrapalhar o seu ministério. Foi aí que a ouvinte não entendeu mais nada; ora, todos os dias morrem cães, gatos, cavalos, elefantes e pessoas. O que tem a ver o diabo com isso?
Quando ouvi a história, que seria cômica se não fosse triste, senti que deveria escrever sobre o assunto. Como alguém que se intitula líder, pastor, sacerdote, crê que o inimigo mataria o seu cão para atrapalhar seu ministério? Como o ministério dele seria efetivamente afetado pelo incidente?
No momento eu me recordei de outro episódio. Certa vez, fui eu a determinada igreja participar do culto de jovens. Ao chegar, encontrei todos numa área ao lado do templo. Havia faltado energia e estavam todos reunidos batendo papo, brincando, contando piadas… Depois de um bom tempo, já avançada a hora, a energia voltou. Todos entramos no santuário, o dirigente tomou o microfone e declarou algo como: “Graças a Deus a energia voltou! O inimigo tentou atrapalhar mas foi derrotado!” – Fiquei chocado com a afirmação. Se realmente o inimigo foi o autor do black-out, então nós fomos derrotados por, pelo menos, um instante. Eu pensei, naquele momento, nos cristãos do primeiro século que adoravam a Deus em catacumbas; nos missionários que pregam sob a luz de velas para não serem descobertos; por um acaso eles atribuíram ou atribuem à falta de energia elétrica ao diabo? Deixam de adorar a Deus porque estão sem luz? Deus pede que o adoremos em espírito e em verdade, não em energia elétrica.
Alguns devem achar que o diabo tem poder para fazer chover, ou matar, ou provocar black-out e outros percalços da natureza para nos atrapalhar. Vamos, agora, culpar o diabo por nossas falhas e incapacidades? Por acaso a Bíblia não nos diz que a chuva cai sobre todos, bons e maus, ricos e pobres? Ele agora é responsável por qualquer catástrofe natural que nos venha afligir?
O que define nossa atitude cristã não são as situações que surgem ao nosso redor, mas a nossa resposta a elas. Nossas decisões e posicionamentos diante dos fatos da vida.
Não pensem, no entanto, que o diabo não está agindo. Como sempre, ele está usando da sua astúcia para atrapalhar o crescimento de ministros e igrejas, mas de maneira mais sutil; criando falsos profetas no meio da igreja, homens que abandonam o evangelho saudável e adotam doutrinas de velhas caducas; enchendo líderes de ganância e corrupção; mercantilizando o evangelho; promovendo intrigas, partidarismo e insubordinação entre os irmãos; contaminando os cultos com elementos do ocultismo, do espiritismo e sei lá o que mais.
Caímos no erro da supervalorização do diabo quando focalizamos o pecado e a ação dos demônios. Pessoas que agem assim se aproximam de Cristo não por seu poder e sua glória, mas por medo do pecado e da condenação. Devemos, ao contrário, focar nossa vida em Cristo, seu amor, sua redenção, grandeza e formosura. Não precisamos estar preocupados demasiadamente com o pecado e com a ação demoníaca se estivermos com nossa vida alicerçada na vontade de Deus.
