MinistérioJA


Culto JA.
agosto 11, 2009, 12:46 pm
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Sábado dia 15/08 será nosso culto JA. NÃO PERCA!!!

Será um momento de muito LOUVOR, COMUNHÃO e não existe outro lugar melhor para você está nesse sábado, Então não deixe de participar!!

 



A PARABOLA DA DENOMINAÇÃO REJEITADA
julho 8, 2009, 4:38 pm
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Um dia, Deus, o Todo Poderoso, o Pai de Jesus, decidiu dar um basta. Era hora do juízo. Jesus fizera uma afirmação enfática (“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” – Mt 24.15) e ele iria cumpri-la. Antes do juízo, haveria um grande avivamento, com seu povo proclamando ao mundo a salvação em Jesus. A obra missionária teria um avanço como nunca, em toda a história. Ele não tinha preferência por nenhuma denominação, pois aceitava a todas, mas achou que uma, bem estruturada, com séculos de existência, e com igrejas em todos os países do mundo, poderia ser a ponta de lança do movimento. No passado, ela tivera grandes evangelistas e missionários.

Ele enviou seus anjos a diversos segmentos desta denominação. Eles ficaram alvoroçados. Pregar o evangelho era algo que eles mesmos quiseram fazer e Deus não deixara, confiando a tarefa à igreja (1Pe 1.12). Eles deveriam ir a vários líderes desta denominação e lhes dizer o que Deus iria fazer e o que esperava deles. Que alarido! Por fim, as coisas iriam se ajeitar. Chegara a hora!

Um grupo de anjos foi enviado a uma reunião de professores de seminários. Como pessoas que preparam pastores e pregadores, eles deveriam incutir no coração de seus alunos um profundo amor pela evangelização, paixão pelas almas perdidas, enfatizar a preparação de mensagens evangelísticas, e firmar a igreja na Palavra para ela dar um testemunho sério. Os seminários eram postos chaves.

Foi um choque. Os teólogos discutiam o alinhamento com uma ideologia política. Depois, finanças. Depois, técnicas de ensino. Depois, comentários sobre como seus seminários eram bons e como eles tinham dúvidas sobre os outros, sem o peso intelectual e acadêmico que eles tinham. Os anjos os procuraram, assim mesmo, e lhes expuseram o plano de Deus. Os líderes ficaram atônitos, sem saber o que dizer. Por fim, um deles explicou aos anjos que eles estavam defasados. Não haveria um juízo final. A graça salvara todos os homens. A obra de Jesus tinha um alcance que o céu não imaginava. Não havia uma coisa como “salvação”. A igreja não tinha que se preocupar com isto, mas em ser amiga, mais humana, mais próxima dos homens. Um dos anjos perguntou como as pessoas sem Cristo seriam salvas, se não pela cruz de Jesus. Um teólogo respondeu que era difícil sustentar o exclusivismo, a idéia de que só Jesus salva. Isto era coisa de Cipriano. Numa época de luzes, de bondade disseminada, de educação mais refinada, como sustentar que Deus iria “assar pessoas por toda a eternidade” só por não serem da igreja?

Os anjos já tinham ficado desconfiados ouvindo as palestras. Viram sistemas educacionais humanos serem apresentados como padrão para os seminários. Era pedagogia da libertação, pedagogia humanista, pedagogia iluminista e muitos pensadores perdidos mostrados como modelos. Um anjo até perguntara a outro: “Ué, por que não seguem a pedagogia de Paulo? É tão simples: ‘e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros’ – 2Tm 2.2)”. Mas como não foram treinados com a habilidade verbal dos teólogos, ficaram sem ter o que dizer.

Um anjo tentou argumentar, dizendo que não era isto que a Bíblia dizia. Os teólogos riram e um disse que a Bíblia expressava uma visão culturalmente limitada de escritores rudes, e que critérios hermenêuticos e pesquisas de crítica textual hoje mostravam o que eles deveriam ter dito. Aflito, um anjo jogou a última cartada. “Mas não foi isto que Deus previu!”. Os teólogos voltaram a rir. Um deles orientou o anjo a procurar as obras de Pinnock. Deus não era onisciente, estava aprendendo com os homens, e não existe algo como o futuro. Logo, o que Deus previra não aconteceria, pois o futuro está aberto. E perguntou ao anjo: “Você não conhece o teísmo aberto?”. O anjo perguntou que teologia ele sustentava, e o teólogo respondeu que era um “teólogo pós-cristão”. Anjos não costumam desmaiar, mas este quase o fez.

Os anjos desistiram de argumentar e se foram. Quando saíam, um dos mestres disse a outro: “Anjos coisa nenhuma! Esses aí se esqueceram de tomar o remédio hoje!”

Outro grupo de anjos foi a uma reunião de pastores. Era um ótimo lugar. Os pastores discutiram o novo regimento, depois liturgia e depois ordenação feminina. Nada sobre o avanço do reino. Os anjos esperaram pacientemente, e procuraram os líderes e expuseram o recado de Deus. Os pastores disseram que isto não estava em pauta. O “chefão”, por exemplo, disse que estava preocupado com uma mega-igreja e não se aliaria a colegas que tinham uma visão diferente, muito pequena. Eles até o haviam criticado. Outro disse que quando Deus o chamara pusera um sonho no seu coração: ele seria um dos “grandões”, escreveria seu nome na história da denominação. Como levaria sua igreja a sustentar um monte de pastores e missionários sem expressão em lugares insignificantes, que não davam retorno de grandes multidões? Como ter uma igreja grande assim? Um terceiro disse que chamar as pessoas de pecadoras e dizer que elas precisam se arrepender e crer era pouco produtivo. Ele fizera pesquisa no seu bairro, descobrira o que as pessoas queriam e lhes oferecia um ambiente amigo. Criara um ambiente de descontração, de liberação de energias, de camaradagem, e evangelizar era algo polêmico. O quarto disse que a prioridade era o novo sistema de som e o novo uniforme para a equipe de coreografia, além de construir uma quadra de esportes para chamar a rapaziada do bairro. Missões lá no fim do mundo? Não fazia sentido! Sua igreja nada ganharia com isto.

Boquiabertos (anjo tem boca) os anjos se retiraram. Ainda ouviram um pastor dizer: “Cada uma que aparece!”.

O grupo que foi a uma assembléia convencional se assustou com as discussões e notou que os pastores não procediam como exigiam que suas ovelhas procedessem nas assembléias das igrejas. Alguns eram grosseiros e violentos. Mas procuraram os pastores responsáveis e expuseram sua missão. Foram orientados a se inscreverem como mensageiros para terem direito a voz, pois não eram autoridades políticas a quem se franqueia a palavra. E então encaminhassem seu assunto à “Comissão de Assuntos Eventuais”. Outro pastor disse que tal nome estava errado. Deveria ser “Assuntos Especiais”. Os dois travaram longa discussão. Os anjos ficaram meio desnorteados, mas insistiram em que tinham uma mensagem de Deus e não podiam perder tempo com burocracia. Então lhes deram cinco minutos, após o programa de missões, já que o assunto deles era missões. Mas, findo o programa missionário, as pessoas se retiraram, conversando em voz alta, os adolescentes que entraram com bandeiras e trajes típicos fizeram muito barulho nos bastidores, os crentes que ficaram estavam se confraternizando e outros já estavam muito cansados. A mesa conversava entre si sobre a ordem do dia da próxima sessão, e a palavra dos anjos passou em branco.

Os anjos destinados a falarem com os músicos não tiveram melhor proveito. Depois que expuseram sua missão, ouviram como resposta que músicas sobre conversão, arrependimento e cruz não atraíam os não crentes. A linguagem tinha que ser amiga, descontraída. E que compor músicas falando sobre evangelizar, contribuir, fazer missões, não dava certo. A linguagem era adorar, contemplar, ser adorador (ser servo não dava ibope), mergulhar nos rios, subir acima dos querubins, entronizar. E ritmo que levasse a pensar e refletir sobre situação espiritual era sinal de fracasso. O negócio era um ritmo agitado para as pessoas se soltarem. Foi então que um dos anjos entendeu porque o fundo musical de um momento de oração silenciosa fora a bateria violentamente espancada. O anjo se admirara da capacidade dos humanos em se concentrarem e refletirem, e cultivarem momento de oração silenciosa com aquele barulho todo. Mas agora via que era outra coisa. Outro anjo compreendeu porque não falavam de Jesus, de cruz, de perdão. Eles queriam entretenimento e levar as pessoas a terem bons momentos.

Outros anjos foram enviados a pessoas. Um empresário disse que não sustentaria missionários. Como gastar seu dinheiro assim? Ele fora abençoado materialmente porque participara de um congresso onde aprendera a saquear as riquezas dos ímpios. Ganhara muito, é verdade, mas se comprometera com o ministério de um pastor da televisão que orara por ele e levara seu nome para uma fogueira santa em Israel. Já assumira compromisso. Outro disse que não gostava de árabes nem de africanos. Por que contribuir para evangelizá-los? Um terceiro não quis receber os anjos e disse à secretária: “Dízimo é coisa da Lei e é uma exploração dos pastores insistirem nisso, e agora vêm esses camaradas dizendo que são anjos e que devo investir em missões! Meu dinheirinho é sagrado! É meu! Cada pirado!”.

Desolados, os anjos voltaram para dar relatório a Deus. Mas este, que sonda as mentes e os corações, já sabia de tudo, mesmo com Pinnock e outros dizendo que não. Agradeceu aos anjos pelo esforço, e disse: “Tudo bem. Isto apenas prova que o tempo deles passou. Eles perderam o rumo”. Mestre em escolher coisas pequenas e sem valor, Deus decidiu usar um pequeno grupo, piedoso, que não recebia muita atenção dos luminares denominacionais e eclesiásticos, e que os intelectuais evangélicos ironizavam. Ele disse: “Usarei este povo”.

Aquela denominação perdeu sua grande oportunidade. O avivamento floresce em outros segmentos, ela olha para si mesmo, seus pastores continuam pensando em megas-igrejas e hiper-ministérios, não apóiam os outros nem investem na evangelização mundial. Deus vai usando outras pessoas. Quando o fim vier, ele acertará as contas.

por: Pr. Isaltino Gomes



Avivamento
junho 28, 2009, 3:48 am
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Eu vi. Ainda não sei bem o que foi, sesonho ou realidade, se alucinação ou se apenas uma criação fantasiosa da minha mente, mas juro que vi.

Vi o dia em que a cruz voltou a ser a mensagem central da igreja de Cristo e a paz reinou entre os cristãos de todo o mundo. Não era um instante ecumênico, tampouco uma reunião com fins políticos, mas vi a igreja de Cristo unida cantando de maneira uníssona à pessoa bendita de Jesus. As diferenças doutrinárias estavam vencidas em favor da vida, o culto voltou a ser culto, a igreja voltou a “cair na graça do povo”.

Vi o amor reinar. A igreja não condenava mais o homem pensando ser esse o meio eficaz de expurgar o pecado, mas com muita consciência do Espírito Santo amava-o com intensidade, sem dar de ombros ao pecado. O discurso frio e condenatório havia sido abandonado e a mensagem da graça e do perdão predominava na igreja que seguia triunfante em Cristo.

Vi a justiça sendo proclamada pela terra por uma igreja forte, consistente e desinibida. Consciente da desnecessidade de perder-se preocupada com as necessidades temporárias, a igreja sangrava pelo que era eterno, justo e reto. Uma igreja ativista, defensora do mais fraco e frágil, alimentadora do pobre e faminto. Despreocupada com os templos e com as multidões a igreja caminhava – sem se iludir com as marchas – no caminho da graça, anunciando a graça do caminho e a predileção divina por todos os homens.

Vi a teologia sendo feita a fim de contribuir com o homem no seu processo de conhecimento do altíssimo, de si mesmo e do próximo. Sim, uma ciência que outrora serviu para manipular a verdade fazendo de muitos “predestinados” ao fogo eterno em nome de uma eleição incondicional, naquele instante passara a ser o instrumento usado pela igreja, para que os homens se ajustassem a Deus, conscientes de Seu caráter santo.

Na verdade não estava dormindo, tampouco pensando, minha atividade naquele momento era a oração; clamava a Deus que avivasse a sua igreja e tão logo Ele me respondeu, revelando-me o que realmente é avivamento – eu, um simples menino, que por muito tempo confundi histeria com o agir de Deus.

Fonte: http://celebraii.blogspot.com/2009/06/avivamento.html



O País Doente
junho 17, 2009, 4:01 pm
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Publicado por Pr.Isaltino Gomes Coelho Filho

No jornal “Folha de S. Paulo”, dia 27 de abril, Ruy Castro escreveu um artigo intitulado “O país doente”. Ele alista o que o faz pensar assim. Para facilitar meus leitores, enumerarei seus itens. Se entendi bem, tudo aconteceu em um dia só.

1.

Um bebê de quatro meses foi levado pela mãe e tia a um hospital no Rio. O bebê estava com fraturas antigas e novas nos braços, pernas e clavícula, além de hematomas por espancamento. Pai e mãe espancavam o bebê porque ele chorava.
2.

Em Goiânia, uma menina de nove meses foi atacada a tesouradas pela mãe e foi salva pelo pai, que arrombou a porta do banheiro onde a mulher se trancara com o bebê. Ela iria matar a menina porque recebera “ordens de Deus para sacrificar a criança”.
3.

Horas depois, na mesma Goiânia, um PM reformado espancou a filha de um ano e um mês porque ela “se recusava a falar”. A mãe do bebê foi defendê-lo e foi espancada.
4.

Em Santana do Livramento, RS, uma mulher de 42 anos matou os dois filhos, de oito e seis anos e depois se suicidou. Estava desesperada por ter sido abandonada pelo marido, sem pensão, com a mãe doente e dois filhos para criar.
5.

Em Porto Ferreira, SP, uma mulher espancou os netos, uma menina de quatro anos e um menino de dois, com uma chave inglesa.

Depois de alistar estas violências, que sequer são a ponta do iceberg, Ruy Castro afirma, como conclusão de seu artigo: “Mais do que nunca no Brasil, a violência está também dentro de casa. Quando nem crianças e bebês sentem-se a salvo de seus pais, tios ou avós, é porque o país parece definitivamente doente”.

Nenhuma opinião, nenhuma alternativa à violência. Apenas a constatação. Evitou pelo menos nos agraciar com mais sociologismos. Eu, de meu lado, não evitarei nem me constranjo em teologizar. Sou um cristão assumido, minha cosmovisão é bíblica, procuro entender o mundo pela Bíblia e vejo nela as respostas para a humanidade. Não pretendo ensinar nada a Ruy Castro nem a outras pessoas. Mas quero expor meu ponto de vista. Numa sociedade em que todo mundo tem direito a ter opinião, expendo a minha. Tenho direito. E podem me chamar de fundamentalista (geralmente as pessoas nem sabem o que isto significa) ou “mente fechada”. Mas deixo bem claro: minha opinião vem da Palavra de Deus. E prefiro ser um fundamentalista da Bíblia a um fundamentalista segundo o mundo. Porque há fundamentalistas mundanos. E são terrivelmente patrulhadores. Mas, conscientemente, dou-lhes munição: o que a Bíblia diz?

Em Death in the city, Francis Schaeffer, o brilhante fundador de L’abri, faz uma análise da Jerusalém dos tempos de Jeremias e compara seu pano de fundo com o da nossa sociedade. A cidade caminhava para a destruição. Estava afundada em profunda injustiça social, com o luxo sibarita de uma elite e a desgraça econômica do povo, imersa em seus pecados, em vida depravada, afastada de Deus, buscando soluções humanas, e desdenhando de quem falava a verdade de Deus. A Palavra de Deus foi jogada no fogo e o profeta encarcerado. De todos os modos, Jerusalém se obstinou em seu caminho de pecado, fechou os ouvidos à Palavra divina, obstaculou o profeta fiel e ouvia os falsos profetas, que massageavam o ego dos pecadores impenitentes, prometendo-lhes bênçãos sem necessidade de mudança de vida. Assim seguiu até sua destruição. Dispenso-me de comentar o livro de Schaffer, mas aos meus leitores (minha esposa, meus filhos, meu pai, meu genro que faz meu site, e algum outro) recomendo uma leitura de Jeremias com isto em mente. Vejam como a Jerusalém pecaminosa e a nossa cultura são coincidentes moral e espiritualmente, embora tecnológica, geográfica e temporalmente distantes. Os falsos profetas que adulavam o povo em troca de benefícios materiais são um quadro de um evangelicalismo doentio, falso, cheio de oportunistas. Juntavam-se a força do pecado, um povo que amava o erro, uma liderança política oportunista e corrupta e falsos profetas que só se preocupavam com seu bem estar, e não com a verdade vinda de Deus. Resultado mais que previsível: ruína.

Um país em que as suas autoridades se propõem a colocar preservativos em escolas públicas, que tem verbas para escolas de sambas e carnaval em época e fora de época, mas não para hospitais, merenda escolar e vias públicas decentes, que apologiza a imoralidade, que desdenha e ridiculariza a virtude, realmente está doente. Não apenas os políticos, mas o país como um todo: o povo, as instituições, os que manipulam a mídia. É muito fácil cair de tacape e borduna nos políticos e sua farra de passagens aéreas, como também é fácil falar mal de Brasília, atribuindo à cidade a culpa das mazelas nacionais. Mas foge às pessoas que estes políticos são eleitos e reeleitos por elas e que as pessoas que fazem a má fama de Brasília são as que elas escolhem de melhor em seus estados, e mandam para cá. A classe política é o que o povo é. Ela vem do povo. É escolhida pelo povo. O povo não é santo nem um coitado. Como nos dias de Jeremias é o mesmo tipo de povo. Deus disse a Jeremias: “Você lhes dirá que eles são um povo não obedece a mim, o SENHOR, o Deus deles. São um povo que não aceita ser corrigido. Não existe mais sinceridade; nem se fala mais nisso” (Jr 7.28). É o povo “que cometeu dois pecados: Eles abandonaram a mim, a fonte de água fresca, e cavaram cisternas, cisternas rachadas, que deixam vazar a água da chuva” (Jr 2.13). Um povo que não quer saber do Deus verdadeiro porque este o incomoda com suas exigências, e opta pela religiosidade falsa, que não faz exigências morais, que permite a ilusória sensação de poder ter Deus e poder viver no pecado.

Se de um lado o povo não quer Deus, e sim festa, de outro lado há profetas falsos que adulam os pecadores. Há púlpitos mais preocupados em fidelizar clientes do que anunciar todo o conselho de Deus. “Até os profetas e os sacerdotes enganam as pessoas. Eles tratam dos ferimentos do meu povo como se fossem uma coisa sem importância. E dizem: ‘Vai tudo bem’, quando na verdade tudo vai mal” (Jr 7.13b-14). A estultice de uma classe política preocupada apenas consigo, um povo que despreza a Deus e quer apenas festa, e líderes religiosos falsos que deixam de falar a Palavra de Deus para adular pecadores são uma combinação perigosa. Mortal, mesmo.

Analisando o Salmo 10, vemos que violência, a violência que choca Ruy Castro, autor de bela biografia sobre Garrincha, não é por causa de pobreza nem educação deficiente nem exclusão digital (falta de acesso à informática). É por causa do pecado. O salmista mostra que as mazelas humanas são por causa do desprezo a Deus (vv. 4 e 11), arrogância (v. 6) e por querer satisfazer o desejo do seu coração (v. 3). O Brasil precisa ser chamado ao arrependimento, ao abandono do pecado, e à fé em Cristo. Precisamos pregar mensagens evangelísticas, chamando as pessoas a mudarem de vida. “(…) Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem de seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Jesus, em Lucas 13.5). Mas pecado e arrependimento sumiram das pregações. Não dão resultados e nossa visão é mais pragmática (o que funciona) que teológica (o que deve ser). Muitos grupos religiosos querem clientes e não convertidos.

Lembro-me de uma frase de Billy Graham: “O homem é exatamente o que a Bíblia diz que ele é”. Precisamos voltar à Bíblia. O mundo precisa ouvir a Palavra de Deus, abandonar seus pecados, ter humildade para reconhecer que escolheu um caminho que vem dando errado,

Precisamos de igrejas fiéis, que se preocupem mais com conversão do que com adesão ao seu programa. Precisamos de púlpitos que não se constranjam em anunciar que os homens estão perdidos sem Jesus, e precisam de conversão. Ruy Castro viu uma verdade que muitos pregadores ainda não viram: o país está doente. Mas há algo pior que isso: não estão tratando o doente, e sim enfermando-o mais. Estão matando o enfermo com BBB, com imoralidade financiada pelo poder público, com o enxovalhamento do evangelho, e com falsos profetas que não têm preocupações com a verdade da Palavra, mas apenas com entretenimento espiritual. Tenho participado de cultos que são mais festa e catarse que consideração da vida diante de Deus. As pessoas se entretêm, mas não se santificam. É o medicamento errado para um doente moribundo. Corremos o risco de termos um doente como Tancredo Neves. Melhorava, a cada boletim médico. E de tanto melhorar, morreu.

Salvemos o doente. Não pratiquemos eutanásia.



Frases (evangélicas?) que não agüento mais
abril 21, 2009, 3:35 pm
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1. Amém? Está fraco. AMÉM? Amém ou não amém?

2. Quem quer receber uma bênção de Deus hoje, levante a mão.

3. Existe a lei da semeadura, e o número da conta é…

4. Isso é roubo, meu irmão; você nasceu pra ser cabeça, não cauda!

5. Esse acidente aconteceu porque você deve ter dado brecha.

6. O Diabo quer lhe destruir.

7. Estou vendo uma obra de bruxaria em sua vida.

8. Vamos quebrar as setas inimigas.

9. Nada vai impedir que você seja um conquistador.

10.Não há nada de errado com o dinheiro; o único problema é o amor ao dinheiro.

11. Nossa denominação ainda vai conquistar o mundo.

12. A partir de hoje São Paulo nunca mais será igual.

13. Nós somos um povo que não conhece derrota.

14. Venha para Jesus e pare de sofrer.

15. Você é filho do Rei e não merece estar nessa situação.

16. Temos a visão de conquistar a Europa para Cristo.

17. Essa doença não existe, ela é apenas uma ameaça do Diabo.

18. Deus está nos dirigindo para abrirmos uma igreja em Boca Raton.

19. Vamos amarrar os demônios territoriais que estão sobre o Brasil.

20. Todos os que fizerem a campanha das sete semanas alcançarão seus sonhos.

21. Compre esta Bíblia fantástica com os comentários de…

22. Estamos num mover apostólico e o avivamento brasileiro é semelhante ao do livro de Atos.

23. Teremos uma explosão de milagres na maior concentração religiosa da história.

24. Vamos ficar em pé para receber o Grande Homem de Deus, fulano de tal, com uma salva de palmas.

25. Quando vejo essa multidão de quinze mil pessoas, só tenho vontade de dizer que amo cada um de vocês.

26. O Reino de Deus precisa de um candidato na Câmara; vamos eleger nosso irmão que vai fazer a diferença.

27. Deus abrirá uma porta de emprego para você, meu irmão.

28. Semana que vem teremos mais uma sessão de cura interior.

29. Enquanto não pedirmos perdão ao Paraguai pela guerra, nunca seremos uma nação próspera.

30. Os Estados Unidos são uma bênção porque o presidente deles é crente.

31. Tudo é miçanga, só Deus é jóia.

32. Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.

33. Este carro ficará desgovernado em caso de arrebatamento.

34. Crianças, cantemos: “Cuidado olhinho no que vê, cuidado mãozinha no que pega… nosso Pai está olhando pra você!”

35. Olhe para o seu irmão do lado e diga: “Eu amo você!”

36. O Espírito Santo está me revelendo que existem ladrões nesta igreja que não entregaram seus dízimos.

37. Ah, seu problema é maldição hereditária.

38. Quando você não entrega o dízimo na casa de Deus, Ele não tem compromisso financeiro com você.

39. Quero que vocês dêem uma oferta especial para manutenção do nosso programa de rádio e TV, pois foi Deus quem mandou pregar na mídia.

40. Ora em línguas aí, irmão.

41. Restitui, eu quero de volta o que é meu.

42. A visão da nossa igreja é evangelizar. Obra social é com o governo.

43. Abram suas Bíblias no livro “X”. Quem encontrou diga amém, quem não encontrou diga misericórdia.

44. Eu gostaria de cumprimentar a igreja com a paz do Senhor (se gostaria, então cumprimente, ou vai ficar na vontade?).

45. Abra o seu coração (como?).

46. Deus está aqui (que algo mais óbvio que isso).

47 – Deus está curando você, minha irmã, deste nódulo no seio que você nem sabia que tinha (depois dessa, dizer mais o quê).

48. Deus está operando poderosamente (alguém já viu Deus operar “meia-boca”?).

49. Deus vai enxugar suas lágrimas (O que dizer? Como é fácil falar).

50. Tá amarrado! (alguém sabe quanto tempo o Diabo leva para se desamarrar?).

51. Deus vai dar a nossa igreja um programa na Globo (tô com uma pulga atrás da orelha. (Acho que esse pastor quer figurar na novela das 8).

52. Irmãos, Deus me deu revelação. Esse será o ano de Elias, de Josué, de Gideão, de João Batista… (Não parece calendário chinês?).

53. Abra a boca e profetize; as palavras têm poder.

54. Hoje eu deixo de ser crente se Deus não operar um milagre (Por favor, deixe mesmo!).

55. Meus irmãos, estas igrejas que usam rosas ungidas, sal grosso para descarrego, etc., não são de Deus!….Ao final do culto tragam seus documetos, carteira de trabalho, chave de casa e do carro para ungirmos, pois aqui a coisa é diferente, Deus opera!

56. Não diga isso. As palavras têm poder!!

57. Incendeia tua noiva, Senhor.

58. Seja um adorador extravagante!

59. Fui chamado para ser um levita na casa do Senhor. Posso cantar na sua igreja e vender meus CDs?

60. Não podemos fazer da igreja um clube.

61. Sendo dizimista, você pode colocar Deus contra a parede.

62. Meus irmãos, é hora de mudar o Brasil.

63. Quem tem um caroço em qualquer lugar do corpo, levante a mão que Jesus vai curar agora.

64. A Rede Globo conspira contra a igreja.

65. Quanto mais glória você manda pra cima, mais glória Deus manda pra baixo.

65. Não dá o dízimo na casa de Deus, mas acaba “dando” na farmácia (Hum, não sei não!)

66. Você que não dá o dízimo não tem moral pra exigir nada de Deus.

67. Vamos pisar na cabeça do diabo; o Diabo só conhece o número do meu sapato.

68. Quando o crente ora, deve esperar retaliação do Diabo.

69. Sabe qual o nosso problema? O mundo está entrando na igreja.

70.Eu soube que o Anticristo já nasceu e está se preparando para aparecer.

71. Eu soube de um pastor que encontrou uns feiticeiros que estavam jejuando para fazer os pastores caírem.

72. O Rei Leão da Disney é gay!

73. Minha irmã, você precisa da nossa cobertura! (essa é quase pornográfica).

74. Não esqueça de enviar os boletos bancários que eu prometo subir o monte nesta madrugada e interceder por sua vida.

75. Não fique triste com a morte do seu filho (ou com seu divórcio, ou com sei lá o quê). Tudo tem um propósito e Deus sabe o que faz.

76. Irmãos, hoje o Senhor falou comigo pela manhã para trazer esta palavra.

77. Orei e a chuva parou (então ora e manda chuva pro nordeste, não é?).

78. Estou sentindo uma opressão aqui.

79. Hoje vamos ouvir o testemunho do Irmão que era ex-gay, ex-traficante, ex-drogado, ex-macumbeiro, ex-cafetão, ex-morto, ex-satanista, ex-sei-lá-o-que e que agora é crente!!!

80. Todo inimigo, fora daqui!

81. Posso ouvir 3 aleluias e 8 améns?

82. Cuidado para não perder a benção, irmão.

83. Não adianta fugir de Deus, Ele vai ter pegar na curva.

84. Se não vier pelo amor, vem pela dor.

85. Sabe quanto custa uma consulta, uma internação? Dar o dízimo é mais barato.

86. Deus me revelou que 50 irmãos vão contribuir com mil reais cada um. Quem é o primeiro? Se não tem ninguém, então devem existir aqui 50 valentes que vão contribuir com quinhentos… Agora chegou a sua vez, meu irmãozinho querido. Todos vocês que sobraram tragam suas ofertas de um real. (Que leilãozinho ordinário, hein?)

87. Tomara que ao sair daqui um carro não passe por cima de você; vou orar para que Deus lhe dê mais uma chance.

88. Não troque sua salvação por um copo de cerveja.

89. Nesta noite Deus vai disribuir dar sapatos de fogo (Eu prefiro os de couro!)

90. Infelizmente ele preferiu morrer sem salvação do que voltar pra nossa igreja.

91. O diabo tentou impedir que você viesse aqui nesta noite, porque ele sabia que você seria revelado

92. Eu tinha preparado uma mensagem, porém o Espírito Santo quer que eu pregue sobre santidade (…E dê-lhe regrinhas!).

93. Deus confirmou a mensagem desta noite enquanto a irmã cantava aquele hino.

94. Dê o melhor que você tem , Deus não quer troco de ônibus.

95. Tire a melhor nota que você tem e ofereça o melhor sacrificio ao Senhor.

96. Tive uma visão que no estacionamento da igreja só tinha carro zero km.(Acho que ele confundiu a igreja com a concessionaria ao lado).

97. Minha teologia é joelho no chão!!!(Essa teologia é no mínimo esquisita).

98. Deus conhece a sinceridade do meu coração! Eu preciso da sua ajuda para manter este programa no ar e o número da conta é… (Sim, eu sei que Deus conhece tudo. Eu é que estou com alguma suspeita).

99. Se você sair de férias e não deixar o cheque do dízimo vai dar tudo errado na sua viagem. (E agora? Esqueci! Deve ser esse o motivo porque furou o pneu do carro)

100. Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos (Há muitos pastores repetentes nessa escola de capacitação).

101. Não toque contra o ungido do Senhor (Chavãozinho para proteger os líderes inseguros).

102. Não diga a Deus que seu problema é grande; diga ao seu problema que o seu Deus é grande (Poesia de quinta categoria).

103. Você é a menina dos olhos de Deus (com remela?).

104. Aqui é uma igreja diferente (Sério? Então tá).

105. Se vocês confiam em nós, pastores, para trazer a palavra de Deus, devem confiar na nossa administração das ofertas. Não precisamos prestar contas a ninguém, só a Deus (Hummm. Acontece que a palavra foi fraquinha).

106. Chega de esperar; hoje o seu milagre vai chegar (Posso reclamar no Procon?).

107. Plante sua semente que você vai colher a cento por um (Pequenas igrejas, grandes negócios).

108. Deus sabe de todas as coisas (Que clichê cruel, na hora que não tem respostas para uma questão).

109. “Mateus, Mateus, primeiro os teus” (Não entendi, hã?)

110. Comunico o falecimento do irmão Fulano. Infelizmente, perdemos um bom dizimista (A família enlutada agradece pelo gesto de solidariedade…).

111. Depois do culto, compre meus livros e CDs de mensagens. Vão abençoar o ministério infantil que cuido. Tenho quatro filhos (Se a piada é sem graça, imagine a mensagem dos Cds e livros.).

112. Olhe para o irmão do lado e diga “você está bonito hoje” (Por que tenho que fazer esse tipo de coisa? Logo eu que sou gaúcho?).

113.Tem gente que lê muito e só cresce em sabedoria humana. O importante é o conhecimento de Deus (“conhessimento” com dois “esses”, provavelmente…)

Acho que chega, não? A lista do besteirol parece não ter fim.

Soli deo Gloria.

Ricardo Gondim é pastor da Igreja Betesda de São Paulo e presidente da Convenção Nacional da denominação. Presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos. Gondim é casado com Silvia Geruza Rodrigues, pai de três filhos - Carolina, 29; Cynthia, 27; e Pedro, 19 - e avô de Gabriela, Felipe e Felipe Naran. Nascido em 1954, em Fortaleza, Ceará, é formado em Administração de Empresas. Viveu nos Estados Unidos onde obteve formação teológica no Gênesis Training Center em Santa Rosa, Califórnia. Ministra palestras e conferências. É colunista das revistas evangélicas “Ultimato” e “Enfoque Gospel”. Como escritor, Gondim é autor de livros como “O Evangelho da Nova Era”, “Santos em Guerra”, “Saduceus e Fariseus”, “Creia na Possibilidade da Vitória”, “É Proibido” – obra indicada ao prêmio Jabuti, de literatura brasileira -, “Artesão de uma Nova História”, “Como vencer a Inconstância”, “A presença imperceptível de Deus”, “Do Púlpito 5″, ”O que os evangélicos (não) falam”, “Creio, mais tenho dúvidas”, e “Sem perder a Alma”, o mais recente.


Site oficial:

www.ricardogondim.com.br



TUDO PRONTO PARA O ACAMPAJA 3.0
fevereiro 2, 2009, 2:43 am
Arquivado em: Eventos

O Ministério JA tem a honra de trazer a vocês os vídeos de lançamento do AcampaJA 3.0, confira aqui tudo o que você precisa saber sobre esse maravilhoso evento!

Qualquer dúvida é fácil de ser esclareciida; você pode:

  • Deixar seu comentário aqui mesmo no blog;
  • Pode visitar nosso perfil no orkut pelo link: ministério JA no orkut
  • Ou pode ainda falar conosco pelo telefone: (86) 8838 3453


As casas e as verdades
janeiro 31, 2009, 3:20 am
Arquivado em: Essencial, Textos

Assim como uma casa se faz com tijolos, mas uma pilha de tijolos não é uma casa, também uma verdade cristã se faz com versículos – mas um amontoado de versículos não equivale necessariamente a uma verdade bíblica.

Era uma manhã ensolarada e a caminhada já se estendia. A cidade estava logo ali. Antes da chegada, a fome. E depois da fome, uma figueira. Jesus se aproxima da planta esperando colher algum fruto. Mas encontrou apenas folhas. Não teve dó nem piedade – amaldiçoou a figueira, e deixou seus discípulos assombrados. Depois deu uma bronca em todo mundo e vaticinou: quem tiver fé, ainda que do tamanho de um grão de mostarda, vai mandar esse monte sair do lugar e ele vai obedecer. No meio dessa coisa toda, Jesus ainda encontra tempo para, literalmente, chutar o balde dos comerciantes do templo, que haviam transformado a casa do Pai em covil de ladrões.
O que uma cidade, uma figueira, um monte, um templo e a fé estão fazendo juntos nesta cena? Aliás, observe. Caso não tenha percebido, eles estão juntos. Não são episódios estanques, separados: o da figueira, o do templo e o aforismo sobre a fé. São peças de um quebra-cabeças que, montadas, deixam claro como o sol do meio-dia o que Jesus estava querendo dizer. Já, já, a gente chega lá. Mas quero contar outra história. Certa ocasião, Cristo se deparou com um homem dominado por espíritos malignos. “Legião”, disseram, ao responder qual era seu nome. Diante do Filho do Deus Altíssimo, os demônios pediram que Jesus os deixasse entrar nos porcos, perto de dois mil. Jesus consentiu. Em seguida, os porcos se lançaram ao lago de Genezaré e se afogaram. O pessoal da região ficou louco da vida com Jesus e pediu que ele fosse embora daquele lugar.
Não tenho dúvidas de que você já ouviu e leu centenas de meditações baseadas nestes dois episódios da caminhada de Jesus com seus discípulos. Provavelmente, alguém já disse que seus problemas são como aquele monte citado pelo Mestre, e que podem ser superados pela fé. Não importam quais sejam seus embaraços, seus problemas, suas angústias e as razões do seu sofrimento; basta ter fé. Afinal, a fé remove montanhas, isto é, com fé a gente vence qualquer dificuldade.
Também deve ter ouvido a respeito da autoridade de Jesus sobre os espíritos malignos, o que é absolutamente verdadeiro. E não é pouca autoridade, não. O Senhor deu conta de expulsar dois mil demônios de um homem de uma vez só. Eles fizeram fila e saíram um de cada vez. Então, imagine o que Cristo não é capaz de fazer com um demoniozinho tupiniquim! Principalmente, no palco de uma igreja evangélica. Com base na história do gadareno e sob a intercessão das mãos estendidas dos fiéis, os pastores se enchem de coragem e repetem sua fórmula infalível: “Sai desse corpo que não te pertence”.
Será que estes episódios se prestam apenas a ensinar a respeito do poder da fé para vencer dificuldades na vida e acerca da autoridade de Jesus sobre o diabo e seus asseclas? Ou haveria algo mais nas entrelinhas das narrativas? Fico com a segunda alternativa: os Evangelhos – decerto, a Bíblia toda – contêm linguagem cifrada, códigos secretos que comunicam verdades profundas, perfeitamente percebidas pelos circunstantes, porém raramente alcançadas pelos leitores contemporâneos.
Mas, e a figueira, a cidade, o templo? O que fazer com essas figuras? Vamos lá. Primeiro, o caso da figueira. Sabemos que essa árvore é um símbolo que identifica a nação de Israel. Assim também a cidade, o templo, e o monte. A cidade é Jerusalém, onde está o Templo de Salomão, no monte Sião. Jesus faz a limpa, cumprindo a profecia de Malaquias – “Logo virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais” – e a de Zacarias: “E, naquele dia, não haverá mais mercadores na casa do Senhor dos exércitos”.
Jesus deixa claro que Israel é uma figueira estéril, sem frutos, o que é demonstrado pela profanação do Templo e deturpação de sua religião. A nação é amaldiçoada; Sião deixará de ser o centro da revelação de Deus e Israel será preterida por um povo com quem Deus celebrará uma nova aliança – em Jesus, e não mais em Moisés: “É evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”.
A fé que remove montanha não é a fé individual, aquela porção de fé de cada crente, mas coletiva, do povo da nova aliança: “Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão”.
O monte removido pela fé não é a dificuldade particular de cada crente, mas Sião, o monte santo, que não se abala – ou melhor, não se abalava, até que Israel rejeitou o Messias, que conforme a Escritura, veio para os seus, mas não foi recebido por eles. Em Cristo, a Igreja – o povo da fé – recebe todos os títulos que pertenciam a Israel: “Geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido”. A fé remove o Monte Sião. Portanto, da próxima vez que alguém lhe disser que a fé remove montanhas, diga que já removeu. Sião não é mais o que era. A figueira secou. E nasceu a Igreja, povo de Deus, povo da fé.
A mesma coisa acontece com a história do endemoninhado gadareno. Os espíritos imundos chamam a si mesmos de Legião, numa clara e explícita referência ao poderio militar romano. Assim como os opressores egípcios se afogaram no Mar Vermelho, quando com mão forte Yahweh libertou Israel pelas mãos de Moisés, também os opressores romanos estavam se afogando no Mar da Galiléia, sob as ordens daquele que ousou pronunciar “ouvistes o que foi dito por Moisés; eu, o Messias, porém, vos digo”.
Da próxima vez que alguém lhe disser que Jesus é maior que os demônios, concorde. Mas acrescente – ele é também maior que Moisés. E maior que o Egito, a Babilônia, a Pérsia. É também maior que Roma. Maior que os espíritos malignos que agem nas entranhas do mundo, que jaz no maligno. E, porque maior que tudo e todos, é Senhor e libertador, aqui e agora, ali e além; Rei de um reino que não terá fim.
Assim como uma casa se faz com tijolos, mas uma pilha de tijolos não é uma casa, também uma verdade cristã se faz com versículos – mas um amontoado de versículos não equivale necessariamente a uma verdade bíblica. Uma casa é resultado de um processo inteligente de ordenação harmoniosa de tijolos, todos agrupados conforme determinado projeto. Assim também, a verdade do Evangelho possui sua lógica. Fora dessa lógica intrínseca, versículos não passam de tijolos.

Autor: Ed René Kivtz

Fonte: Cristianismo Hoje



JAPod X – Que Siga La Fiesta!
janeiro 20, 2009, 8:18 pm
Arquivado em: JAPod

JAPod 10

Finalmente saiu! A décima edição do JAPod! Preparem-se vocês nunca ouviram nada igual! ^^

Para ouvir faça o download ou ouça diretamente no gCast!



Rebeldes comunistas executam pastor que pregava sobre o Amor
dezembro 8, 2008, 1:48 pm
Arquivado em: Missões Mundiais

FILIPINAS  – Rebeldes comunistas do Exército do Povo (NPA, sigla em inglês) executaram o ministro cristão Josefino Estaniel, acusado de ajudar os soldados em uma campanha de anti-insurreição em Mindanao por pregar uma mensagem de amor e não de guerra, segundo um porta-voz regional do Exército filipino.

O coronel Kurt Decapia disse que os soldados recuperaram o corpo de Josefino Estaniel, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de uma sepultura rasa na aldeia de Dalagdag, distrito de Calinan, em Davao City, num lugar conhecido pela dominação dos rebeldes do NPA.O Exército do Povo é um braço armado do Partido Comunista das Filipinas (CPP).

Kurt Decapia disse que informantes civis conduziram as forças de segurança até a sepultura do ministro de 45 anos. Ele disse que Estaniel foi seqüestrado por insurgentes em maio, por ordens do líder da NPA Leôncio Pitao, também conhecido como “chefe Parago”.

O corpo do pastor Josefino Estaniel, já decomposição, foi exumado a dois quilômetros de distância da casa de Edwin Tangud, local onde o grupo o executou.

De acordo com relatório de campo inicial, a vítima foi torturada antes de ser executada e enterrada.

O general Fogy Leo Fojas, chefe da 10ª Divisão de Infantaria do Exército filipino, condenou as atrocidades da NPA e a morte do ministro cristão.

Fonte: Portas Abertas



Paquistaneses temem retrocesso após libertação de cristãos
dezembro 2, 2008, 12:56 pm
Arquivado em: Missões Mundiais, Notícias

PAQUISTÃO  – Paquistaneses, cristãos ou não, temem uma reação violenta por parte de grupos extremistas à repressão do governo que aconteceu poucas semanas após a libertação de 16 cristãos seqüestrados pelo grupo extremista Lashkar-e-Islam (Exército do Islã) na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão.

No dia 21 de junho, 16 cristãos foram seqüestrados em plena luz do dia em Academy Town, bairro rico de Peshawa, cidade da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP, em inglês) ( leia mais). Os cristãos, a maioria católica, viviam em um prédio onde antes funcionara uma madrassa (escola religiosa muçulmana) e que fora alugado para eles por um muçulmano morador do local.

Os extremistas, acompanhados do homem que havia alugado o prédio, invadiram o condomínio onde o grupo estava reunido para louvar a Deus e empurraram os cristãos para dentro de vans. Os extremistas agrediam fisicamente os homens que ofereceram alguma resistência, segundo informou a imprensa local.

O Partido do Povo Paquistanês, que está no governo desde fevereiro, agiu prontamente, garantindo a libertação dos cristãos depois de 10 horas de seqüestro e exigindo um pedido de desculpas do grupo extremista Lashkar-e-Islam, que fez uma coletiva à imprensa no dia 23 de junho.

Entretanto, a comunidade cristã local não tem certeza da sinceridade do pedido de desculpas. Durante toda a primavera, um grupo islâmico que não se identificou mandou cartas ameaçando a comunidade cristã de Peshawar, se desculpou e depois continuou mandando cartas desse tipo, disse Ashar Dean, diretor assistente de comunicação da diocese, citando um exemplo de “desculpas não sinceras”.

Os cristãos que foram seqüestrados tiveram que se mudar com suas famílias para áreas mais próximas no centro de Peshawar por motivos de segurança.

Em busca da lei islâmica

O grupo extremista Lashkar-e-Islam reforçou com violência a já severa lei islâmica em sua fortaleza em Khyber Agency, uma região semi-autônoma localizada entre Peshawar e a fronteira afegã, e nas áreas próximas.

O novo governo se esforçou para reduzir a violência por meio de tratados de paz entre as tribos e os militantes extremistas. Mas, há uma semana, quando o governo jogou uma bomba na casa do comandante do Lashkar-e-Islam, Mangal Bgh, desmantelando o núcleo extremista e prendendo suspeitos, tudo mudou.
As terras de Pashtun em NWFP são território dos extremistas que acreditam em estabelecer uma lei islâmica linha dura no Paquistão e a militância é grande no local.

Noor Alam Khan, parlamentar do PPP, representante de Peshawar, disse que os esforços do governo para reprimir a ação dos extremistas que começou no dia 28 de junho são importantes.

“O PPP tentou negociar com os extremistas do local, pedindo que eles entregassem as armas, mas eles não quiseram”, disse o parlamentar.

Nos últimos dias, não apenas os militantes têm sido presos, mas seqüestrados têm sido libertados, disse ele, explicando os cristãos não são o único alvo dos grupos que querem uma lei islâmica mais severa.

“Todos os cidadãos estão sendo ameaçados pelos extremistas, não apenas os cristãos, então precisamos combatê-los”, disse o parlamentar ao Compass, por telefone. “Cortar gargantas, matar pessoas e impedir que meninas assistam às aulas não está certo. O governo precisa tomar uma atitude contra isso”.

E acrescentou que os grupos que praticam esse tipo de injustiça estão agindo contra a soberania do Paquistão e violando suas leis.

Teme-se reação

Os moradores não estão certos de que a operação surta efeito, relatou o jornal “Pakistani Daily Dawn” e a imprensa local na semana passada.
Ashar Dean, da igreja do Paquistão, disse que muita gente acredita que a repressão militar é resultado direto do seqüestro dos cristãos.

A ação militar do governo paquistanês na NWFP “é considerada mais como política, para acalmar a pressão por parte do governo e da comunidade internacional”, disse Ashar. Uma semana depois do seqüestro, o governo atacou a fortaleza do grupo extremista Lashkar-e-Islam.

Não está claro se a comunidade cristã que sofreu uma invasão por parte dos extremistas islâmicos na NWFP será atacada novamente. Os cristãos relatam que haviam recebido ameaças para que deixassem a vizinhança, e que o grupo Lashkar-e-Islam exigiu que o proprietário do imóvel onde os cristãos se reuniam parasse de alugar o local para os cristãos.

Minoria cristã

“Os cristãos e pessoas de outras minorias religiosas são em pequeno número no estado da NWFP”, disse Ashfaq Fateh, ativista pelos direitos dos cristãos no Paquistão.
Porém, segundo ele, “os cristãos são, das minorias, os que mais sofrem desde que a guerra contra o terror foi declarada”.

Os cristãos da região da NWFP são freqüentemente alertados a se converterem ao islã com ameaça de morte. O Compass documentou quatro casos desde maio de 2007, além de outros não confirmados.

Os cristãos moradores do local se sentem aliviados pelo fato dos seqüestrados terem retornado em segurança, disse um líder governamental do distrito de Peshawa, Yusef George. “Eles estão felizes”, afirmou.

Alguns moradores, entretanto, temem que o ataque contra os extremistas não cause um impacto duradouro e nem garanta segurança para os moradores, especialmente os cristãos, que temem uma reação por parte dos grupos extremistas.

“A situação em Peshawar continua tensa, e todas as agências de segurança estão em alerta”, disse Ashar Dean, que descreveu as barreiras de entrada e saída de Peshawar. “Os cristãos estão em choque e angustiados, mas continuam fiéis à sua fé”.

“Mas teremos que esperar para ver o que os aguarda”, alerta Ashar. Ele disse que a operação militar é limitada e está quase no fim. A questão para ele e os outros cristãos é o que acontecerá quando o governo parar de pressionar os grupos extremistas.

“Para ser honesto, o seqüestro aconteceu há tanto tempo, e tantas coisas já aconteceram desde então, que agora pensamos quais serão conseqüências”, disse Ashar, que teme que o Lashkar-e-Islam reaja. “Ele vão querer se vingar.”

Fonte: Portas Abertas